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ECONOMIA
Novo coronavírus já começa a afetar indústria frigorífica de MS, informa Sicadems
O presidente da entidade, Sérgio Capucci, explica que a doença colocou em alerta os frigoríficos sul-mato-grossenses, provocando a redução das exportações para os grandes mercados mundiais e a diminuição no quadro de funcionários.
Redação Ivinhema - MS
Postada em 21/03/2020 ás 12h28
Novo coronavírus já começa a afetar indústria frigorífica de MS, informa Sicadems

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) já está afetando as plantas frigoríficas de Mato Grosso do Sul, de acordo com o Sicadems (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul). O presidente da entidade, Sérgio Capucci, explica que a doença colocou em alerta os frigoríficos sul-mato-grossenses, provocando a redução das exportações para os grandes mercados mundiais e a diminuição no quadro de funcionários.


 


Segundo o empresário, o segmento está tomado medidas para se prevenir contra a proliferação do novo coronavírus e algumas plantas já estudam a concessão de férias coletivas, como é o caso da unidade do JBS em Nova Andradina, enquanto outras reduziram o efetivo de colaboradores que se encaixam no grupo de risco da doença. “As medidas rotineiras de higienização foram redobradas para evitar a contaminação dos nossos funcionários, evitando uma redução ainda maior no quadro de trabalhadores”, reforçou


 


Na unidade do Frigorífico Naturafrig, localizada em Rochedo, 100 dos 750 funcionários, ou seja, 14% estão afastados, incluindo os que estão acima de 60 anos de idade e as mães que não têm onde deixar os filhos devido à suspensão das aulas nas redes públicas e privadas. “Outra medida adotada é a aferição de temperatura corporal dos funcionários na entrada do frigorífico. Aqueles que não estão em condições de trabalhar, já são liberados para ir para casa”, disse o presidente do Sicadems, que também é sócio-proprietário do Naturafrig.


 


Ainda de acordo com ele, a situação é preocupante para a indústria frigorífica sul-mato-grossense. “A carne é um produto perecível. Estamos apreensivos, adotando uma série de cuidados, mas podemos enfrentar problemas com logística, se faltar embalagens ou etiquetas, por exemplo, vai comprometer o funcionamento dos frigoríficos e teremos que parar as atividades”, alertou, lembrando que hoje o segmento conta com 110 plantas responsáveis por 27.213 mil trabalhadores com carteira assinada no Estado.

FONTE: AconteceuMS
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