
Nos últimos anos, o jejum intermitente tem ganhado destaque como uma estratégia alimentar com potencial para promover emagrecimento, controle glicêmico e bem-estar metabólico. Ao contrário do que muitos pensam, o jejum não é uma dieta propriamente dita, mas uma forma de organizar os períodos de alimentação e de abstinência calórica ao longo do dia.
Embora pareça uma tendência moderna, o jejum é uma prática milenar presente em contextos religiosos, culturais e, mais recentemente, investigada cientificamente por seus possíveis efeitos terapêuticos.
O jejum intermitente funciona por meio de protocolos que estabelecem janelas específicas de alimentação. Os mais comuns são o 16:8, com 16 horas de jejum e 8 horas para se alimentar; o 18:6; e o jejum completo de 24 horas feito uma ou duas vezes por semana. Durante o período de jejum, não se consome calorias, apenas água, café sem açúcar ou chá sem adoçantes.
Estudos recentes indicam que essa estratégia pode oferecer diversos benefícios. Entre os mais relevantes estão a redução da gordura corporal, melhora da sensibilidade à insulina, controle da glicemia e diminuição de marcadores inflamatórios. O jejum também pode estimular a autofagia, um processo de renovação celular, e promover mais clareza mental em algumas pessoas.
Segundo a médica Dra. Juliana Trova (CRM 208737/SP), a prática pode ser muito eficaz, desde que personalizada: “O jejum intermitente ajuda a reduzir o excesso calórico sem exigir dietas extremamente restritivas. Mas precisa respeitar o ritmo biológico de cada pessoa”.
Apesar dos benefícios potenciais, o jejum não é indicado para todos. Pessoas com histórico de transtornos alimentares, gestantes, lactantes, diabéticos em uso de insulina ou indivíduos com distúrbios hormonais devem evitar essa prática sem avaliação médica.
“Fazer jejum sem orientação pode levar a hipoglicemia, perda de massa magra e desregulação hormonal. É fundamental uma avaliação médica e nutricional antes de iniciar”, analisa a Dra. Juliana Trova.
Outro ponto essencial é entender que o que se consome nas janelas de alimentação importa tanto quanto o jejum em si. Ingerir alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares ou pobres em nutrientes pode anular os possíveis efeitos positivos da estratégia.
A combinação entre jejum intermitente, alimentação anti-inflamatória, prática de atividade física e sono regulado é o que realmente traz resultados consistentes e sustentáveis à saúde.
Além dos benefícios metabólicos, muitos pacientes relatam uma melhora significativa na relação com a comida. Isso inclui menor compulsão alimentar, mais clareza sobre sinais de fome e saciedade e uma sensação de controle maior sobre a rotina alimentar. Nesse sentido, o jejum também pode funcionar como uma ferramenta de educação e reconexão com o corpo, desde que feito com responsabilidade.
Mato Grosso do Sul Boletim Epidemiológico: MS registra 1.764 casos confirmados de chikungunya
Mato Grosso do Sul Atenção população de Campo Grande: Casa da Saúde altera atendimento no período de Páscoa
Mato Grosso do Sul Dia D aplica mais de 46 mil doses contra a gripe em MS, com dados ainda parciais
Bataguassu - MS 100% das doses recebidas foram aplicadas no Dia D e campanha contra a gripe começa com alta adesão
Mato Grosso do Sul Para frear a chikungunya: Governo de MS abre leitos, articula vacina e atua em territórios indígenas
Mato Grosso do Sul Como funciona o financiamento da saúde pública? Entenda como os recursos chegam aos municípios
Mato Grosso do Sul Abril Verde mobiliza Mato Grosso do Sul para enfrentar acidentes de trânsito relacionados ao trabalho
Mato Grosso do Sul Diretor do PNI participa de ação em asilo e reforça início da vacinação contra influenza em MS
Mato Grosso do Sul Pai e filha unidos pela solidariedade: doador encerra trajetória de 52 anos e inspira nova geração no Hemosul Mín. 21° Máx. 35°


