
Modernização e agilidade marcam primeira etapa da plataforma trazendo dados de saúde em tempo real nos 79 municípios de MS, que ocupa colocação de destaque no país
Em setembro de 2025, o Programa APS Digital completa um ano em Mato Grosso do Sul, mostrando como a tecnologia pode melhorar o trabalho da APS (Atenção Primária à Saúde). Lançado em 2 de setembro de 2024 pelo governador Eduardo Riedel, o projeto entregou 4.650 tablets a ACSs (Agentes Comunitários de Saúde), com investimento de R$ 12,4 milhões, permitindo que a coleta de informações nas visitas domiciliares seja feita de forma digital, rápida e integrada ao SUS (Sistema Único de Saúde).
O impacto do APS Digital já se reflete nos resultados de desempenho das equipes. Mato Grosso do Sul está entre as 14 unidades da federação acima da média nacional, ocupando o quarto lugar no País. No quesito desempenho, os profissionais alcançaram pontuação superior a 6,23 na avaliação do CVAT (Vínculo e Acompanhamento de Equipes). A performance do estado posiciona suas equipes entre os somente 5 estados que conquistaram a categoria “Bom” na avaliação nacional.
Superintendente de Atenção à Saúde, Karine Cavalcante da Costa destacou o avanço do trabalho em MS. “Nossa Atenção Primária ocupa a 4ª colocação no país, mostrando que a inovação, a integração de serviços e o trabalho das equipes fortalecem a saúde da população e elevam a qualidade do cuidado em todo o estado.” Ela apresentou os dados da atuação da APS na última reunião da CIB (Comissão Intergestores Bipartite), realizada na última sexta-feira (12).
Secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, ressaltou os impactos práticos para o atendimento e a gestão. “O APS Digital trouxe mais agilidade, organização e precisão para o trabalho das equipes e para o acompanhamento da população. Além disso, contribui para decisões mais rápidas e transparentes, garantindo que os serviços de saúde cheguem de forma eficiente a todos.”
Este novo formato trouxe mudanças substanciais na rotina dos ACS. Antes dependentes de formulários em papel, os profissionais agora registram as informações em tempo real, eliminando retrabalho, aumentando a organização e permitindo acesso imediato dos gestores municipais e estaduais aos dados. Essa agilidade reduziu a burocracia, fortaleceu o planejamento da saúde e proporcionou atendimentos mais rápidos e precisos para a comunidade.
Impacto nos municípios
Para os coordenadores da Atenção Primária, os ganhos também são visíveis. Em Sonora, a coordenadora municipal Maria Paula de Campos confirma a melhora na rotina. “A vinda dos tablets aos agentes de saúde na nossa cidade, mudou e melhorou muito o fluxo de atendimento dos usuários.”
Na Capital, os ACS também sentiram a diferença. “Se a gente pensar que até um tempo atras era necessário o preenchimento de vários formulários para realização da visita e principalmente do cadastro, veremos que realmente o tablet trouxe mudanças significativas, além de dar agilidade e consciência ambiental”, explica José Antônio Rodrigues, agente comunitário de saúde.
No município de Iguatemi, o secretário de Saúde Janssen Portella Galhardo também ressalta os avanços. “A tecnologia passou a ser uma grande aliada, permitindo registros digitais que integram as informações diretamente ao SUS. O trabalho dos agentes tornou-se mais ágil, reduzindo burocracia e fortalecendo o planejamento da saúde, com impacto direto na vida da comunidade.”
O Gerente de Gestão da Atenção Primária da SES, Bruno Augusto Gonçalves dos Reis, resume que a inovação trouxe um novo patamar para a rede estadual. “O que precisamos hoje é de informação em tempo hábil para que possamos planejar as políticas públicas de maneira mais assertiva. Agora o estado alcançou um marco na Atenção Primária, conectando a APS com criatividade e inovação”, finaliza.
Danúbia Burema, Comunicação SES
Fotos: Saul Schramm/Arquivo
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