
Cerca de 180 policiais militares irão atuar nos eventos carnavelescos da Capital; em paralelo serão realizadas ações de conscientização contra assédio e outras questões
O Carnaval de Campo Grande em 2026 será marcado por uma atuação integrada entre Governo do Estado, prefeitura, forças de segurança pública e instituições de defesa de direitos individuais e coletivos, reforçando o compromisso de garantir uma festa popular, inclusiva e segura para todos. Durante entrevista coletiva realizada no MIS (Museu da Imagem e do Som) na quarta-feira (28), representantes das áreas de cultura e segurança detalharam as ações planejadas.
Entre os principais eixos de trabalho estão o reforço no policiamento, com a prevenção de crimes em geral, combate ao assédio e proteção de públicos vulneráveis, especialmente em eventos de grande concentração de pessoas. Em paralelo ao trabalho ostensivo, o Carnaval deste ano também ganha força no campo das pautas sociais.
Cerca de 180 policiais serão empregados diariamente para atuar especificamente no Carnaval, com apoio do Batalhão de Choque e do policiamento montado, responsável pela segurança no perímetro externo dos eventos. A estratégia inclui o fechamento de acessos, revistas preventivas e a proibição da entrada de objetos cortantes, modelo já adotado em anos anteriores e que apresentou resultados positivos na redução de ocorrências.
Já os coletivos de blocos independentes e entidades organizadoras reforçam a importância de um ambiente respeitoso, com ações de conscientização contra o assédio e a violência, especialmente direcionadas a mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade. A proposta é transformar a folia em um espaço de liberdade, mas também de responsabilidade coletiva.
"Tivemos diversas reuniões nesse mês de janeiro com o Estado e o município para que a gente alinhasse, e também com as escolas de samba e os blocos. Estamos em momento de planejamento, mas já definimos que cerca de 180 policiais militares atuarão em todas as noites", frisa o comandando do Policiamento Metropolitano da PM, coronel Emerson de Almeida Vicente.












Coordenadora do Núcleo Criminal da Defensoria Pública, Francianny Cristiane da Silva Santos informou que a Defensoria deve fazer uma campanha para conscientização de direitos, para divulgação de como acessar a defensoria em caso de violação de direitos, sendo um canal de denúncia. "A gente vai distribuir material impresso, inclusive com quem for formular denúncias, com o número do plantão da Defensoria para que a população acesse em caso de necessidade".
Representando os blocos independentes, Karla Valeska agradeceu a oportunidade de também participar do Carnaval. "Nós somos um coletivo de mulheres feministas, estamos trazendo uma discussão sobre a questão do assédio, principalmente as populações vulneráveis neste momento sensível que é o Carnaval, que requer atenção, a gente vem construindo esse diálogo com vários parceiros, a gente tem feito esse diálogo de forma muito bacana, muito consistente. Precisamos dessa união e desse olhar coletivo".
Segundo os organizadores, a articulação entre poder público, entidades culturais, blocos de rua e instituições de segurança demonstra uma mudança de paradigma na realização do Carnaval de Campo Grande, que passa a ser visto não apenas como um evento cultural e turístico, mas também como um espaço de cidadania, inclusão e proteção social.
Com investimentos públicos, fortalecimento das políticas de segurança e o engajamento de diferentes setores da sociedade, a expectativa é de que o Carnaval de Campo Grande consolide-se como um exemplo de festa popular que alia alegria, diversidade e cuidado com as pessoas.




Karina Lima, Comunicação Setesc
Edição: Nyelder Rodrigues/Secom
Foto de capa: Arquivo/PMMS
Galeria 1: Ricardo Gomes/Setesc
Galeria 2: Arquivo/PMMS
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