
O deputado estadual João Henrique Catan (NOVO) fez um pronunciamento esclarecedor hoje (24.03) na Assembleia Legislativa de MS ao defender um requerimento de sua autoria que solicitava transparência total do Governo do Estado sobre os consignados dos servidores públicos, que em fevereiro deste ano foram surpreendidos com descontos inesperados diretamente em suas contas correntes no Banco do Brasil. No documento, o deputado solicita informações detalhadas sobre datas de desconto e repasse dos valores aos servidores públicos estaduais, relativamente ao período compreendido entre janeiro de 2023 até a presente data.
Segundo o deputado, a negativa dos parlamentares escancara o que chamou de “medo da verdade” e reforça a falta de transparência da atual gestão. “Era um requerimento simples, que qualquer governo organizado responderia rapidamente. Se está tudo certo, por que esconder?”, questionou.
Durante a fala, o parlamentar destacou que há suspeitas de atraso nos repasses dos consignados — valores descontados diretamente dos salários dos servidores — e cobrou clareza sobre o destino desses recursos desde o início do governo. “Nós só queremos saber: quando descontou e quando pagou. É o mínimo”, afirmou.
João Henrique Catan lembrou, que outros requerimentos foram aprovados sem resistência, enquanto justamente este que trata de dados sensíveis foi alvo de destaque para votação e acabou derrubado. Para ele, isso evidencia uma articulação da base governista para impedir o acesso à informação.
O deputado foi enfático ao relacionar a decisão com o impacto direto na vida dos servidores públicos. “Teve servidor que foi ao mercado e teve que devolver compras. Gente que foi abastecer o carro e não conseguiu. Isso não é narrativa, isso é realidade”, declarou.
Ao rebater a versão oficial de que não houve irregularidades, o deputado citou o posicionamento do Banco do Brasil e mostrou que parlamentares podem ter sido “enganados ou iludidos” por informações incompletas. Edefendeu que apenas a transparência total poderá encerrar o debate. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se está tudo certo, votem pela transparência”, afirmou.
Para o deputado, a rejeição do requerimento deixa claro que a base governista escolheu “ficar contra o servidor e contra o acesso à informação. “Não estamos votando nada contra o governador. Estamos votando a favor da verdade. Quem vota contra, assume a responsabilidade de esconder o que deveria ser público.”
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