
Para ajudar a garantir um recomeço aos pacientes que aguardam por transplantes de órgãos em Mato Grosso do Sul, cada minuto é importante. Por isso, para a captação e transporte dos órgãos de doadores, o Governo do Estado – por meio da CTA (Coordenadoria de Transporte Aéreo), da Casa Militar, e da Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica) – mantém disponibilidade para atuar em todo o Brasil.
O transporte aéreo das equipes que fazem a captação dos órgãos do doador e também a cirurgia de transplante no paciente é possível devido ao trabalho de pilotos disponíveis e preparados, que atuam na CTA.
Segunda-feira (23), a equipe realizou a décima captação deste ano – desta vez fígado e rins –, com apoio do transporte aéreo do Governo do Estado. Desde de 2023 já foram 39 missões – 19 delas realizadas no ano passado. Desta vez a captação foi realizada de um doador de Dourados, mas este ano também houveram doadores de Goiânia (GO), Uruaçu (GO) e Três Lagoas.
O governador Eduardo Riedel acompanhou o momento do retorno da equipe médica, no início da noite desta terça-feira (24), no aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. “Encontrei a equipe que está chegando de Dourados, com órgãos. A doação de órgãos tem feito muita diferença no Estado. Nossa equipe da Casa Militar, tem trabalhado muito. E a equipe médica tem garantido resultados para o Estado, com um salto no volume de órgãos transplantados”, afirmou Riedel.
Desde 2023, a captação também já foi realizada em Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Sorocaba (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Rondônia (RO), Anápolis (GO), Rio Verde (GO) e Maringá (PR).
“É um convênio, que funciona muito bem, já salvamos várias vidas transportando as equipes que fazem os transplantes. Fazemos este trabalho sempre que estamos disponíveis, quando o órgão é compatível com o paciente, entre outros fatores. E isso é realizado em qualquer dia da semana e horário”, disse o coronel Marcos Paulo Gimenez, Chefe da Casa Militar e responsável pelo CTA.



O médico cirurgião Gustavo Rapassi, responsável do programa de transplante de fígado, rins e pâncreas no Estado, destacou que a colaboração é essencial para garantir que mais pacientes recebam transplantes.
“Os órgãos disponíveis em toda a região Centro-Oeste e Norte, quando não são compatíveis com receptores, eles são ofertados para outras regiões. Por conta das grandes distâncias, a gente só consegue captar com o apoio do transporte aéreo, realizado na maioria das vezes pela Casa Militar. E isso aumenta a chance dos receptores, dos nossos pacientes nossos que estão em fila para receber um órgão”, afirmou o médico.
Enquanto a equipe médica se prepara para fazer o trabalho de captação e transplante, os pilotos envolvidos no transporte atuam para garantir um voo seguro e rápido. O tenente da Polícia Militar, Avyner Falcão e o delegado da Polícia Civil, Enilton Zalla, ambos pilotos da CTA, pontuam que a organização é essencial para atuar nas missões, que pode ter início em média uma hora após o acionamento.
“Podemos ser chamados a qualquer momento. Todos nós somos preparados para estar no lugar em no máximo uma hora para atender esse tipo de demanda. E aí existe toda uma coordenação interna da parte de operações e dos pilotos, onde a gente analisa a possibilidade do voo, verifica se é possível e dá o start da missão, é um voo diferenciado. Exige de nós pilotos uma habilidade para fazer sempre da forma mais rápida e atender essa demanda de entrega do órgão”, disse Zalla.
Além das questões técnicas, ambos sabem da importância da atuação e ajudam a salvar vidas. “Eu cheguei mais recentemente, mas tive a grata oportunidade de fazer alguns voos relacionados ao transporte das equipes para captação de órgãos. E é algo diferente, muito gratificante”, disse o tenente Avyner.

Com atuação há sete anos em missões deste tipo, Zalla observa a importância da doação de órgãos. “Nós trabalhamos dentro de um sistema de transporte de órgãos que ajuda muitas pessoas. Então quem tiver acesso a esta mensagem, eu peço que estimule o seu familiar a ser um doador de órgãos. Eu sei que é um momento muito triste, a perda de um familiar. Mas que possamos pensar que alguém está precisando. Assim mais pessoas poderão ter suas vidas salvas”.
A mensagem carregada de significado também encontra lembranças de vitórias. “Eu lembro de um caso, de um paciente que já tinha tentando 12 vezes fazer o transplante, e por vários motivos não tinha dado certo. E só na 13ª vez ele conseguiu, isso foi há um ano. Esse paciente agradeceu muito por termos ajudado a salvar a vida dele”, disse Zalla.
Para o médico responsável pela captação e transplantes, toda a colaboração é essencial para salvar vidas. “O transporte facilita bastante, porque o tempo de deslocamento dos órgãos é curto, e melhora resultado do transplante. Os pacientes que aguardam, estão numa situação de vida ou morte, e quando um órgão vem e ele perde por falta de transporte, a gente não sabe se aquele paciente vai receber uma segunda chance. Então, por isso que a disponibilidade da Casa Militar em nos ajudar é essencial”, afirmou o cirurgião Gustavo Rapassi.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
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