
Paulo Renato Coelho Netto e Eduardo Mendes, diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul
Às vésperas de completar cinquenta anos, Mato Grosso do Sul consolida sua mais ambiciosa interpretação visual e documental — uma obra iniciada em 1988 que organiza, em escala inédita, a complexidade de seu território, de sua história e de sua formação cultural.
A 3ª edição do livro Mato Grosso do Sul é de autoria do jornalista Paulo Renato Coelho Netto, que também realizou as fotografias que ilustram a publicação. Ela será lançada em formato de luxo, comoCoffee table book, e também eme-bookgratuito, cada versão trilíngue ganhando vida através de audiolivro em português, inglês e espanhol, convidando o leitor a vivenciar a história em múltiplas dimensões.
Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Eduardo Mendes, iniciativas como essa contribuem para fortalecer a memória e a identidade do Estado. “É um projeto que dialoga diretamente com a valorização da nossa história e da nossa diversidade cultural. Trabalhos dessa natureza ajudam a organizar e difundir a imagem de Mato Grosso do Sul, ampliando o acesso da população e projetando o Estado para além de nossas fronteiras”, afirma.
O projeto busca atualmente patrocinadores estratégicos, que podem apoiar a obra via incentivo fiscal da Lei Rouanet (Art. 18), permitindo que 100% do valor investido seja dedutível do Imposto de Renda devido. Cada patrocinador será posicionado com exclusividade por segmento de mercado, associando a marca a um projeto de alto impacto histórico e cultural, profundamente enraizado na identidade do sul-mato-grossense.

Apoiar a iniciativa significa integrar-se a um livro consolidado, referência em interpretação visual e documental do Estado, unindo visibilidade e prestígio à construção de um legado duradouro e único.
Mato Grosso do Sul 3ª Edição
Revista e atualizada, a 3ª edição será publicada no segundo semestre de 2027, coincidindo com as comemorações do cinquentenário da Divisão do Estado, tornando-se um marco editorial que celebra meio século de história, cultura e desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.
O livro enfatiza o novo momento econômico do Estado, destacando industrialização, infraestrutura, a cadeia produtiva florestal e o Corredor Bioceânico: rota que liga o Brasil ao Pacífico.
Nos novos capítulos, Paulo Renato visita a Serra do Amolar, no pantanal, explora cavernas na Serra da Bodoquena e passa pelo Morro do Paxixi — Estrada Parque. Percorre a ponte em fase final de construção que ligará Porto Murtinho (Brasil) a Carmelo Peralta (Paraguai), conhecida como Ponte Internacional da Rota Bioceânica e integrante do corredor sobre o Rio Paraguai.
O Bioparque Pantanal, o maior aquário de água do mundo, em Campo Grande, também integra a publicação. Alcinópolis, no Norte do Estado, entra no roteiro com dezenas de sítios arqueológicos e arte rupestre, evidenciando a presença de grupos pré-históricos caçadores-coletores que habitaram a região entre 2.000 e 12.000 anos atrás.
Essa sequência de visitas revela a diversidade do Estado, permitindo ao leitor acompanhar Mato Grosso do Sul em múltiplas dimensões — natural, arqueológica, histórica e estratégica — combinando patrimônio cultural, inovação e relevância socioeconômica.

Para as primeiras edições, Paulo Renato percorreu sozinho mais de doze mil quilômetros pelo Estado, de carro e barco, fotografando e pesquisandoin locosobre turismo, cultura, geografia, história e perspectivas econômicas. Outros seis mil quilômetros devem ser percorridos para a 3ª edição.
Desde a primeira edição, a obra tem servido como referência para pesquisadores, estudantes, professores e turistas, consolidando-se como patrimônio cultural sul-mato-grossense.
As duas edições anteriores abordaram 19 cidades, o Forte Coimbra e o Pantanal sul-mato-grossense, destacando temas como o contrabando de animais silvestres e o Aquífero Guarani, maior lençol de água potável da América Latina.
Contaram também com textos do ambientalista, artista plástico e fotógrafo polonês Frans Krajcberg (1921-2017), sobre preservação ambiental, e do historiador Henrique Spengler (1958-2003), sobre povos nativos que habitaram a região, remontando há seis mil anos de ocupação pelos Macro-Gê, Guarani, Aruwak e Mbayá.
Paulo Renato entrevistou o poeta Manoel de Barros (1916-2014), homenageado nas primeiras edições. Em 2014, o livro Mato Grosso do Sul foi transformado em audiolivro pelo Instituto Sul-Mato-Grossense Para Cegos (Ismac), com patrocínio da Petrobras, garantindo acesso a deficientes visuais.
Foi distribuído pela Secretaria Estadual de Educação para todas as bibliotecas das escolas estaduais e consta no “Guia de Referências Bibliográficas da História de Mato Grosso Uno e Mato Grosso do Sul”, iniciativa do Arquivo Público Estadual e da Fundação de Cultura do Estado (2013).


Comunicação Setesc
Foto de capa: Ana Ostapendo/FCMS
Internas: Paulo Renato Coelho Netto
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