
A abertura do evento contou com a presença da prefeita Márcia Amaral, dos vereadores Dr. Alexandre Rodrigues Carlos e José Quintino de Souza, da secretária municipal de Educação e Cultura, professora Maria Inês Anselmo Costa, e da adjunta Maristela Leôncio Castilho da Silva. Também estiveram presentes o presidente do Conselho Municipal de Educação, professor Adriano Gerstenberger, e a presidente do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação — o Simted —, Maria Aparecida da Silva. A apresentação dos resultados ficou a cargo da professora Alesandra Aparecida de Melo Ribeiro, secretária executiva da Comissão Municipal de Monitoramento e Avaliação do PME, que conduziu a plateia pelos dados levantados entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025.
O QUE É O PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
O Plano Municipal de Educação de Brasilândia foi instituído pela Lei Municipal nº 2.585/2015 e atualizado pela Lei Municipal nº 3.195/2025. Ele é o principal instrumento de planejamento educacional do município — um documento que estabelece 20 metas, 313 estratégias e 48 indicadores de acompanhamento, alinhados ao Plano Nacional de Educação e ao Plano Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul. O PME orienta desde a oferta de vagas na educação infantil até a valorização dos professores, passando pela qualidade do ensino, pela inclusão de alunos com deficiência e pela gestão democrática das escolas. Em Mato Grosso do Sul, os municípios optaram por realizar a avaliação dos planos a cada dois anos — e a audiência desta segunda-feira marcou mais uma etapa desse ciclo obrigatório de monitoramento.
O QUE OS NÚMEROS REVELAM
O relatório apresentado pela professora Alesandra trouxe um panorama honesto: do total de indicadores monitorados, 54,17% dos objetivos do Plano estão sendo cumpridos, total ou parcialmente. Entre os destaques positivos, a Meta 2 — que prevê a universalização do Ensino Fundamental de nove anos para a população de 6 a 14 anos — foi plenamente atingida, com 100% de atendimento registrado na rede municipal em 2025. A Meta 15, voltada à formação de professores com licenciatura na área de conhecimento em que atuam, também chegou a 100% na rede municipal — um resultado que representa anos de investimento em qualificação do quadro docente. Igualmente celebrada foi a Meta 17, sobre valorização salarial do magistério: o salário médio dos professores municipais alcançou 107,9% em relação aos demais profissionais com escolaridade equivalente, superando a própria meta estabelecida pelo Plano. Na Meta 16, voltada à formação continuada, 96,5% dos professores da rede municipal realizaram cursos de aperfeiçoamento — resultado próximo ao teto da meta.
Na educação infantil, a cobertura para crianças de 4 e 5 anos atingiu 87,25% em 2025 na rede municipal, classificada como cumprimento parcial. A oferta em creches para crianças de 0 a 3 anos avançou para 41,25%, ainda distante da meta de 60%, mas com trajetória crescente desde 2019. Na Meta 6, sobre educação em tempo integral, o município registrou salto expressivo: 43,45% dos alunos da rede estadual e 18% da rede municipal passaram a frequentar jornada ampliada em 2025, evolução considerável em relação aos índices quase nulos registrados em 2019 e 2021.
O QUE AINDA PRECISA AVANÇAR
Nem todos os indicadores, porém, apresentaram evolução suficiente. A Meta 5, de alfabetização até o 2º ano do Ensino Fundamental — prazo ajustado pela Base Nacional Comum Curricular —, registrou oscilação ao longo dos anos: de 71,8% em 2019, subiu para 74,62% em 2021, recuou para 60,81% em 2023 e, em 2025, não teve dados disponíveis para análise, o que por si só já sinaliza a necessidade de aprimorar os mecanismos de coleta e registro. A Meta 4, sobre educação especial e inclusiva, avançou de 41,5% em 2019 para 95,5% em 2025 no atendimento escolar de crianças com deficiência — resultado positivo —, mas ainda não plenamente alcançado. Na Meta 20, sobre financiamento da educação em proporção ao PIB municipal, o município registrou crescimento contínuo — de 1,77% em 2019 para 2,69% em 2025 —, mas ainda distante da meta de 10% prevista no Plano.
GESTÃO DEMOCRÁTICA COMO VALOR
Um dos pontos que chamou atenção na apresentação foi o desempenho na Meta 19, sobre gestão democrática. A rede municipal atingiu 100% na seleção de diretores por processo qualificado com participação da comunidade escolar e manteve 100% de escolas com ao menos dois colegiados intraescolares ativos — Conselho Escolar, APM e similares. O único indicador ainda parcial nessa meta diz respeito à infraestrutura e capacitação oferecida aos membros desses colegiados, mantido em 50% ao longo de todo o período monitorado.
A Audiência Pública do PME não é apenas uma exigência legal prevista no próprio Plano. É o momento em que a educação de Brasilândia deixa de ser assunto de técnicos e secretarias e passa a ser, de verdade, um compromisso de toda a comunidade. Os dados mostram que houve avanço real em áreas estratégicas. Mas mostram também que o caminho é longo — e que percorrê-lo exige monitoramento constante, vontade política e, acima de tudo, a participação de quem está na ponta: professores, pais, alunos e gestores que constroem, todos os dias, a educação pública brasilândense.
Fonte:Assessoria de Imprensa
Autor:Assessoria de Imprensa
Local:Brasilândia







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