
“Demos o pontapé final para a conclusão da obra do Hospital de Câncer”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja, nesta segunda-feira (7), depois de assinar termo de compromisso que prevê a transferência de R$ 16 milhões do Estado para a conclusão do prédio de sete andares do Hospital de Câncer de Campo Grande - Alfredo Abrão (HCAA). A obra começou em 2009 na Rua Marechal Rondon, no Centro da cidade, e foi paralisada por falta de recursos próprios do hospital.
O documento assinado pelo governador prevê a transferência dos recursos em cinco parcelas. A primeira será paga em cinco dias. “Já foram R$ 21 milhões do Estado colocados na estruturação física do Hospital de Câncer nos últimos anos. Com mais esses R$ 16 milhões, vamos mais que triplicar a capacidade de leitos, que vai sair dos atuais 58 para 202. Esse investimento faz parte da regionalização da saúde, para ampliar e melhorar o atendimento em todo o Estado”, destacou o governador.
Com apoio do Estado, a diretoria da unidade hospitalar estima finalizar o edifício em junho deste ano para começar a atender pacientes a partir de agosto. “Assim que o dinheiro cair na conta as obras começam”, afirmou o diretor-presidente do HCAA, Amilcar Silva Júnior. Segundo ele, a mão de obra para a conclusão do prédio já está garantida, assim como o material de construção, que está armazenado em um depósito no próprio hospital.
Depois de pronto, o HCCA será referência em atendimento oncológico em Mato Grosso do Sul, destacou o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende. “Incluindo oncologia pediátrica, que será transferida do Hospital Regional para cá”, adiantou. “Até 30 de março, os três primeiros andares e todo o centro cirúrgico serão concluídos. Os outros pavimentos serão entregues até 30 de junho, que é a data limite para que esse hospital seja edificado”, completou o secretário.
Com área total de 10.340,3925 metros quadrados, o novo prédio do HCCA, anexo à construção antiga, terá vinte leitos de UTI oncológicos, oito salas de cirurgia, 90 novos leitos de internação de adultos e dois andares exclusivos para o atendimento da oncologia pediátrica, com dez leitos de transplante de medula óssea e cinco leitos de UTI infantil.
Também participaram da cerimônia de assinatura do termo de compromisso os secretários Eduardo Riedel (Infraesrutura) e Eduardo Rocha (Governo e Gestão Estratégica), além do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa, acompanhado dos parlamentares Paulo Duarte, Herculano Borges, Gerson Claro e Evander Vendramini.
O HCAA tem caráter filantrópico, beneficente e sem fins lucrativos, sendo o único hospital totalmente voltado para o tratamento do câncer no Estado, atendendo 98% de pacientes regulados pelo SUS e realizando uma média mensal de 1.200 tratamentos clínicos, 150 cirurgias oncológicas e 450 atendimentos de pacientes em radioterapia.
Parceria antiga
Em 2015, início da gestão do governador Reinaldo Azambuja, cerca de R$ 15 milhões de recursos próprios do Estado foram investidos no término de dois pavimentos do HCAA: o subsolo e o térreo do prédio, que entraram em funcionamento no final do ano de 2016.
No subsolo hoje funciona o setor de imagens (Tomografia, Raio X, Mamografias, Ultrassom), Radiologia Intervencionista, Farmácia de apoio, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), descanso médico e demais dependências de apoio.
No térreo, são prestados serviços de ambulatório médico, com 16 consultórios, nos quais atuam os profissionais médicos e a equipe multiprofissional, com uma média de 1.500 consultas ambulatoriais/mês em atenção especializada.
Além do aporte de mais de R$ 15 milhões para a obra física, o Estado enviou R$ 6 milhões em 2021 para o hospital comprar aparelhos de ar-condicionado, necessários para o funcionamento de alguns serviços. Os equipamentos possuem filtros de HEPA (High Efficiency Particulate Arrestance) – o mesmo sistema utilizado atualmente em aeronaves.
Novo hospital
Após a conclusão de todo o prédio, segundo a diretoria do hospital, o 1º andar abrigará o Centro Cirúrgico e CME: 8 salas cirúrgicas e 9 leitos de recuperação. No 2º andar vão funcionar 20 leitos de UTI adulto. Já o 3º, 4º e 5º andares serão para internação de adultos, com 32 leitos por andar – 96 no total.
O 6º Andar será para internação pediátrica, com 27 leitos infantis. E no 7º andar funcionarão o ambulatório, a quimioterapia e as UTI’s pediátricas. Serão cinco leitos e 12 poltronas para quimioterapia das crianças.
Bruno Chaves, Subcom
Fotos: Chico Ribeiro
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