Sábado, 04 de Abril de 2026
27°

Tempo limpo

Ivinhema, MS

Saúde Mato Grosso do Sul

Medicamentos estão em falta em 94% das cidades de MS

Foto CedidaO Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul (Cosems) fez um alerta aos municípios sobre a ausência de medicament...

25/04/2022 às 16h50
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Bataguassu - MS
Compartilhe:
Foto Cedida
Foto Cedida
Foto Cedida
Foto Cedida

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul (Cosems) fez um alerta aos municípios sobre a ausência de medicamentos de primeira utilidade como antibióticos e analgésicos tanto na rede pública quanto na privada de saúde.

Continua após a publicidade
Anúncio

Amoxicilina, azitromicina, ibuprofeno, nimesulida, amoxicilina com clavulanato, losartana, dexametasona injetável, loratadina ou dipirona injetável são alguns dos remédios que estão com estoque quase zerados nas unidades de saúde e também nas farmácias.

Na cidade de São Gabriel do Oeste, por exemplo, o estoque está bem reduzido de amoxicilina com clavulanato e azitromicina. “Procuramos outros fornecedores, mas também não possuem. Recebemos um comunicado do Conselho de Farmácia sobre o desabastecimento. Estamos fazendo o que está ao nosso alcance, mas os fornecedores não possuem”, comentou a secretária de Saúde, Francine Basso.

Em Bataguassu, a situação não é diferente. Medicamentos com Azitromicina, Ibuprofeno, Metoprolol também estão em falta.

Entre os motivos apontados para o desabastecimento estão licitações desertas, interrupção do fornecimento pela empresa licitada, que alegam falta de matéria-prima e também a guerra na Ucrânia – esta última causa dificulta as importações e aumenta o valor dos insumos usados na fabricação das medicações.

Nacionalmente, a situação também é crítica e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) encaminhou ofício ao Ministério da Saúde relatando o caso e nele apontou a falta de três medicamentos específicos: dipirona injetável, ocitocina e neostigmina, isso em 23 estados do Brasil.

Segundo o presidente do Cosems, Rogério Leite, que é secretário de saúde de Corumbá, a situação é complexa. “Além de ser um reflexo da pandemia de covid-19, que exigiu altas demandas na indústria farmacêutica, muitos medicamentos estão com baixa produção, pois há componentes que são importados e a importação do medicamento supera o valor máximo de venda, ou seja, o custo da produção supera o da arrecadação”, analisa.

Sobre a dipirona monoidratada injetável, usada em ambiente hospitalar, Leite comentou que já está em falta em vários hospitais, inclusive, particulares. “Há um risco iminente de desabastecimento nacional. Realizamos um levantamento e cerca de 94% dos municípios de MS já estão com falta de determinadas medicações.”

Em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde informou que existem algumas faltas pontuais em decorrência da indisponibilidade no mercado, atraso de entrega, entre outros problemas licitatórios, mas salientou que o estoque de medicamentos do município está 90% abastecido. Especificamente sobre os antibióticos, “há uma indisponibilidade generalizada por conta da alta procura e indisponibilidade de matéria-prima”.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ivinhema, MS Atualizado às 08h08 - Fonte: ClimaTempo
27°
Tempo limpo

Mín. 21° Máx. 35°

Dom 36°C 21°C
Seg 35°C 21°C
Ter 34°C 21°C
Qua 29°C 21°C
Qui 28°C 19°C
Anúncio
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Anúncio
Anúncio