
Com o objetivo de fortalecer a saúde mental e prevenir casos de suicídio, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) em parceria com o Cosems/MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul) e participação do DSEI/MS (Distrito Sanitário Indígena de Mato Grosso do Sul), realiza Oficina de Prevenção do Suicídio. A programação tem início nesta segunda-feira (24) e segue até quarta-feira (26), em Dourados.
O projeto estadual tem como foco o monitoramento dos dados de mortalidade e tentativas de suicídio, bem como ofertar capacitação, dar suporte e subsídios aos municípios para a organização dos serviços e melhoria nos processos de trabalho dos profissionais de saúde para o acolhimento e atendimento da pessoa em sofrimento psíquico.
Conforme o gerente da Rede de Atenção Psicossocial da SES, Everton Stringheta Junior, esses encontros são uma oportunidade para que mais vidas sejam preservadas e que a conscientização sobre a importância do cuidado em saúde mental seja disseminada.
“As oficinas proporcionam não só a discussão de conceitos e ferramentas importantes para a adequada notificação de ocorrências e manejo do cuidado, como também é um espaço de construção coletiva entre profissionais de diferentes serviços e níveis de atenção da rede pública de saúde. Assim, buscamos realizar a construção de redes de cuidado em saúde mental de modo integral e articulado, em conformidade com o modelo de atenção psicossocial”.
O projeto direciona suas ações para as localidades com maiores índices de vulnerabilidade, entre elas, destaca-se a relevância da região de Dourados que concentra as maiores taxas de tentativas de suicídio e óbitos, especialmente entre a população indígena que tem apresentado crescimento na taxa de mortalidade por suicídio e comportamentos autolesivos, sobretudo entre os jovens.
Com uma programação construída em parceria com profissionais experientes no atendimento à população indígena, o projeto busca não apenas abordar aspectos técnicos e teóricos, mas também valorizar as particularidades culturais dessa população. Participam da oficina profissionais de saúde dos três níveis de atenção – Atenção Primária, Especializada e Hospitalar – dos municípios de Dourados, Caarapó, Fátima do Sul e Laguna Carapã.
Rede de atenção
A qualquer sinal, a ajuda pode vir por vários caminhos e um deles é o SUS (Sistema Único de Saúde). Em todo o Mato Grosso do Sul, serviços pelo SUS, como as unidades básicas de saúde, estão disponíveis para a população que precisa de cuidados. Os CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) e ambulatórios de saúde mental estão espalhados por 22 cidades do Estado.
Com atendimento especializado, os CAPs funcionam em Aparecida do Taboado, Aquidauana, Bataguassu, Bela Vista, Bonito, Caarapó, Camapuã, Campo Grande, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Maracaju, Nova Andradina, Naviraí, Paranaíba, Ponta Porã, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Água Clara, Três Lagoas e Sidrolândia.
Quem precisar de apoio nos demais municípios do Estado pode procurar atendimento na unidade básica de saúde – o postinho do bairro. Outra alternativa é Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende gratuitamente pelo telefone 188.
É fato que o suicídio é um fenômeno complexo, de múltiplas determinações, mas saber reconhecer os sinais de alerta pode ser o primeiro e mais importante passo. Isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” podem indicar necessidade de ajuda.
Kamilla Ratier, SES
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