
No Brasil, 51% dos estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental não atingiram o nível básico de conhecimento em matemática. Apenas 1% alcançou o nível mais alto. É o que aponta o Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (TIMSS, sigla em inglês para Trends in International Mathematics and Science Study). O levantamento também revela que 62% dos alunos do 8º ano estão abaixo do patamar mínimo de proficiência.
O TIMSS avaliou o desempenho dos estudantes do 4º ano em adição, subtração, multiplicação e divisão com números inteiros, compreensão de medidas, geometria básica, e interpretação de dados em gráficos e tabelas simples.
O estudo, organizado pela Associação Internacional para a Avaliação do Desempenho Educacional (IEA), é aplicado mundialmente a cada quatro anos. Na última edição, em 2023, houve adesão de 72 países e o Brasil participou pela primeira vez. As pontuações são divididas em quatro níveis: baixo (a partir de 400 pontos), intermediário (475), alto (550) e avançado (625). No 4º ano, o Brasil alcançou a média de 400 pontos em matemática e no 8º ano, 378.
Renata Aguilar, diretora pedagógica do Grupo Super Cérebro, doutora em neurociência e educação e especialista em ensino de matemática e alfabetização, analisa os resultados do estudo internacional e aponta o que pode contribuir para o baixo desempenho dos estudantes brasileiros.
"Há vários fatores que contribuem para este resultado tão alarmante, como a falta de recursos adequados nas escolas, a formação inadequada dos professores de matemática e das séries iniciais, dificuldades de acesso a materiais didáticos de qualidade, além de questões socioeconômicas, baixa escolaridade das famílias e questões de vulnerabilidade que afetam diretamente o aprendizado", pontua a especialista.
Aguilar lembra que muitas pesquisas mostram que crianças em situações de vulnerabilidade possuem desempenho acadêmico mais baixo dos que têm melhores condições de acesso, tanto à alimentação, à cultura e ao sono adequado. Segundo ela, a escolaridade da família também interfere diretamente no desempenho e nos resultados.
“As famílias devem incentivar seus filhos valorizando a educação, a escola e também os professores. Nada adianta pedir ao filho que leia um livro se não existe esse hábito na família. A criança segue o exemplo dos pais. Incentivar, estimular as crianças é necessário e fundamental para uma aprendizagem mais efetiva”, declara a doutora em neurociência e educação.
A especialista em ensino de matemática e alfabetização afirma que é preciso melhorar a formação dos professores das séries iniciais e que muitos professores também possuem dificuldades na área, o que impacta diretamente o ensino. De acordo com Aguilar, professores bem capacitados planejam melhor as aulas e minimizam os impactos da dificuldade em matemática.
“Além disso, se bem preparados esses profissionais trazem aulas mais lúdicas, com materiais concretos que movem os alunos. É preciso desmistificar que matemática é apenas para os bons. Nosso cérebro possui neuroplasticidade e é sabido que estímulos ajudam muito no processo de aprendizagem”, declara a diretora pedagógica do Grupo Super Cérebro.
Estratégias pedagógicas eficazes no ensino da matemática
Renata Aguilar destaca que a matemática é um estudo de padrões e não apenas fórmulas para decorar e exercícios repetidos sem o contexto com a realidade do aluno, e por isso é importante buscar estratégias adequadas.
“O uso de recursos sensoriais, visuais e concretos, alinhados com uma boa formação docente, apoio da família e uma matemática voltada não para memorização de conceitos, mas para a resolução de problemas, ajudam muito nos resultados”, reforça.
Segundo a especialista, o Soroban, um ábaco japonês milenar, é um recurso que auxilia o desenvolvimento do raciocínio lógico, na velocidade do processamento das informações, autorregulação, além de ajudar no cálculo mental. Como é um material concreto, a aprendizagem torna-se mais rápida e facilita o aprimoramento dessas habilidades.
“Devido ao uso do Soroban, os alunos constroem mentalmente as operações e as reproduzem no ábaco, incluindo o desenvolvimento da coordenação motora. É uma ferramenta que estimula o raciocínio lógico e o cálculo mental, o que leva a resultados não apenas acadêmicos, mas para o dia a dia”, finaliza Aguilar.
Para mais informações, basta acessar: supercerebro.com.br/
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