
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a adoção de “inspeções físicas remotas” de cargas importadas sujeitas à vigilância sanitária em portos, aeroportos e fronteiras. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC), que prevê as inspeções remotas, foi aprovada durante a primeira reunião ordinária da diretoria colegiada de 2022.
Segundo a agência, a medida abrangerá “todos os bens e produtos importados sujeitos à vigilância sanitária, podendo substituir a inspeção presencial, a critério da autoridade sanitária, em todas as modalidades de importação”.
Dessa forma, as fiscalizações poderão ser feitas tanto presencialmente, nos postos instalados em portos e aeroportos, como de forma remota, com a ajuda de videoconferências ou demais sistemas especí?cos para a ?nalidade.
A expectativa é de que, com a possibilidade de fiscalizações remotas, as inspeções ocorram com mais agilidade e segurança, uma vez que, conforme lembrado por integrantes do colegiado, elas vão ao encontro da necessidade de distanciamento social, em decorrência da pandemia.
Segundo a presidente substituta da Anvisa, Meiruze Sousa Freitas, a medida aprovada representa uma inovação, mas sua implementação precisa ser articulada com outras áreas e contar, também, com a colaboração de equipes técnicas adequadas.
“Certamente a inspeção remota da atuação sanitária não supera a necessidade de servidor, mas pode otimizar as ações. Com a ajuda de ferramentas como as de TI [tecnologia da informação], poderemos, inclusive, implementar ações para melhor controle laboratorial, porque, a partir da ferramenta que aprimora inspeções remotas, teremos a possibilidade de recolhimento de amostras”, argumentou Meiruze durante a reunião no dia 1º de fevereiro.
Ela, no entanto, ressaltou a importância de essa inovação ser “articulada com as ações da casa no sentido de aprimoramento do pós-mercado [acompanhamento do produto quando já está à disposição do consumidor]. Para isso, precisamos também de equipe técnica adequada”, disse ela ao cogitar a realização de concurso público para compensar a limitação de pessoal da Anvisa.
“A tecnologia deverá permitir o agendamento da inspeção, o acesso via internet, a transmissão de imagens em tempo real, a captura de imagens, o download dos arquivos resultantes da inspeção e, por fim, a gravação e posterior acesso ao material gravado”, detalhou a Anvisa.
“As condições em que irá ocorrer a inspeção remota não devem comprometer o estado e a conservação dos produtos, e devem proporcionar adequada visualização dos itens inspecionados e também da rotulagem, bem como a compreensão da voz e da fala de todos os envolvidos na atividade. Além disso, devem permitir a veri?cação das condições ambientais do local”, informou a Anvisa.
A Anvisa tem feito inspeções remotas de cargas desde junho de 2021, mas apenas em caráter experimental, por meio de um projeto-piloto. Cerca de 40 inspeções foram feitas dessa forma.
Mato Grosso do Sul Boletim Epidemiológico: MS registra 1.764 casos confirmados de chikungunya
Mato Grosso do Sul Atenção população de Campo Grande: Casa da Saúde altera atendimento no período de Páscoa
Mato Grosso do Sul Dia D aplica mais de 46 mil doses contra a gripe em MS, com dados ainda parciais
Bataguassu - MS 100% das doses recebidas foram aplicadas no Dia D e campanha contra a gripe começa com alta adesão
Mato Grosso do Sul Para frear a chikungunya: Governo de MS abre leitos, articula vacina e atua em territórios indígenas
Mato Grosso do Sul Como funciona o financiamento da saúde pública? Entenda como os recursos chegam aos municípios
Mato Grosso do Sul Abril Verde mobiliza Mato Grosso do Sul para enfrentar acidentes de trânsito relacionados ao trabalho
Mato Grosso do Sul Diretor do PNI participa de ação em asilo e reforça início da vacinação contra influenza em MS
Mato Grosso do Sul Pai e filha unidos pela solidariedade: doador encerra trajetória de 52 anos e inspira nova geração no Hemosul Mín. 21° Máx. 36°


