
O vereador Inspetor Cabral (PSD) utilizou a tribuna da Câmara Municipal, durante a sessão ordinária desta segunda-feira (13), para manifestar preocupação com a situação da saúde pública em Dourados, especialmente diante das recentes denúncias envolvendo o processo licitatório para os serviços de urgência e emergência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Hospital da Vida. O posicionamento ocorre após a divulgação de uma manifestação silenciosa realizada por médicos, que espalharam faixas em diversos pontos da cidade, alertando a população sobre possíveis impactos da nova licitação conduzida pela Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud).
Durante o discurso, o vereador destacou que uma nova empresa já foi definida para assumir os atendimentos a partir do mês de maio, mas chamou atenção para a redução significativa nos valores pagos aos profissionais médicos. “Mas o que chama atenção, e preocupa profundamente, é a redução drástica no valor pago aos médicos”, afirmou. Cabral detalhou que a mudança pode resultar em perdas consideráveis na remuneração dos plantonistas, questionando os impactos dessa decisão. “Isso é razoável? Isso é valorização profissional? Isso é cuidado com a saúde pública?”, pontuou.
O vereador também enfatizou a gravidade dos relatos de que mais de 50 médicos experientes já estariam se afastando dos atendimentos, muitos deles atuantes na chamada “Área Vermelha”, responsável pelos casos mais graves. Segundo ele, a possível substituição desses profissionais por médicos recém-formados, sem experiência em pronto-socorro, acende um alerta sobre a qualidade do atendimento prestado à população. “Isso não é desmerecer ninguém, mas é reconhecer a necessidade de experiência em situações críticas”, reforçou.
O parlamentar também cobrou posicionamento das autoridades responsáveis pela gestão da saúde no município, questionando se o Executivo está ciente da situação e disposto a rever o processo. “A administração municipal está disposta a perder profissionais experientes e comprometer a qualidade do atendimento da nossa população?”, questionou. Ao final, Inspetor Cabral classificou o cenário como grave e urgente, defendendo a revisão das medidas adotadas. “Não podemos aceitar economia justamente onde mais se precisa investir, na saúde da nossa gente”, concluiu.
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