
O barulho do liquidificador onde o leite com chocolate é preparado se espalha por toda a Escola Estadual Zumbi dos Palmares, na comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, no município de Jaraguari, que ainda em silêncio aguarda a chegada dos alunos.
Todos os dias, antes das 7h, a merendeira Valéria Martins, 38 anos, começa a preparar o café da manhã que também inclui biscoitos e frutas. Enquanto a cozinheira organiza tudo, os alunos começam a descer do ônibus escolar. Mas a chegada até a escola esconde toda a preparação antes disso. Em alguns casos, os estudantes precisaram acordar três horas antes do sino tocar o aviso de que o café da manhã está pronto.
O que parece simples ao primeiro olhar é de extrema importância para o dia a dia na escola. Esta primeira refeição garante o bem-estar das crianças e adolescentes, além de ajudar, e muito, na concentração para o processo de ensino e aprendizagem.


Ludmila aprovou a nova refeição na escola, assim como Antônio, que sai de casa às 5h para chegar na escola.
“Eu achei muito legal servir o café da manhã. Porque a gente sai muito cedo de casa, alguns 4h30 e 5h da manhã, aí não dá tempo de comer. O que servem é suficiente, assim a gente não fica de barriga vazia e consegue estudar normalmente”, disse a aluna Ludmila Silva, 13 anos, do 8° ano do ensino fundamental, e que estuda na unidade desde 2024.
A opinião é cheia de significado e leva em consideração a realidade de praticamente todos os alunos da escola, que chegam até lá com o uso do transporte escolar.
Enquanto comia uma maçã, Antônio João Oliveira, 12 anos – também aluno do 8° ano –, confirmou estar satisfeito com a novidade na alimentação. “Eu acordo 4h20 e pego o ônibus 5h para poder estar na escola às 7h. Gostei do café da manhã porque consigo esperar o primeiro lanche sem ficar com fome”, afirmou.
Além do café da manhã, os 19 mil alunos da área rural – que também frequentam as aulas nas escolas urbanas –, passaram a recebera a refeição extra este ano. Nas escolas integrais, também são oferecidos dois lanches (manhã e tarde) e o almoço, já nas escolas que funcional em período parcial, é oferecido um lanche de acordo com o horário de aula dos alunos.
“Aqui a comida é muito gostosa e dá pra gente se alimentar bem. O almoço é bem reforçado, e os lanches também são maravilhosos”, disse Ludimila.


Os elogios dos alunos são o combustível para que a merendeira Valéria continue a preparar as refeições com cuidado e atenção. Ela também percebeu a importância de inserir o café da manhã na rotina dos estudantes. “É muito bom para eles. Alguns moram longe, são pequenos e saem naquela correria de casa, acordam e não comem nada. Então chegam na escola e já tem algo para comerem aqui”, afirmou a merendeira.
A escola atende 90 alunos, que moram na comunidade e em assentamentos próximos, a partir do 6° ano ao 9° ano do ensino fundamental o ensino é integral. Já os alunos do 1° ao 3° ano do ensino médio, estudam no período noturno.
O diretor da escola, Marcos Antônio Reichel, explica que os professores já relataram a melhora do rendimento e concentração dos alunos desde o início do ano letivo, quando o café da manhã passou a ser servido. “É extremamente importante a alimentação completa e adequada. As crianças têm uma longa viagem até chegar à escola. Alguns permanecem de duas ou até mais horas dentro do transporte escolar. Então, quando a criança chega, já chega com fome. Os professores já perceberam uma melhora em relação à questão da concentração”.
A REE (Rede Estadual de Ensino) tem 352 cozinhas em funcionamento, em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, que atendem 180 mil estudantes. Por mês, as escolas servem mais de 4,6 milhões de refeições, entre lanches e almoços – um total de 55,4 milhões por ano –, de acordo com dados da Coordenadoria de Alimentação Escolar da SED (Secretaria de Estado de Educação).


Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
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